Sistema RST
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 O sistema de reportagem RST

 
Por Carlos Alberto Laimgruber
PY2HCD
02/05/2005
 
O sistema de reportagem RST foi criado nos primórdios do radio, quando o código Morse via RF imperava como meio comunicação. A necessidade de informar a qualidade e intensidade dos sinais recebidos, de uma forma detalhada, porém extremamente simples e rápida foi o motivo de sua criação. Tão eficiente que é empregado nos dias de hoje, mesmo em fonia.
 
RST são as primeiras letras das palavras inglesas: READABILITY (legibilidade), STRENGHT (intensidade) e TONE (tonalidade). Note que, com estas 3 informações, podemos ter uma noção clara de como estamos sendo recebidos por uma estação, em qualquer parte do mundo.
 
Escalas são atribuídas a cada informação. Podemos dizer notas, porém esta é uma comparação um tanto quanto grosseira.
A escala de Legibilidade, R, vai de 1 a 5.
A escala de Intensidade, S, vai de 1 a 9
A escala de Tonalidade, T, vai de 1 a 9.
 
EM NENHUMA DAS INFORMAÇÕES EXISTE A ESCALA 0 (ZERO)
 
Cada número da escala corresponde a uma informação. Veja o quadro abaixo.
 
R
(Legibilidade)
S
(Intensidade)
T
(Tonalidade)
 5 - Inteligível
 9 - Muito Forte
 9 – Tom de CC pura
 4 – Inteligível praticamente sem dificuldade
 8 - Forte
 8 – Tom CC c/ pouco zumbido
 3 – Inteligível com muita dificuldade
 7 - Moderadamente Forte
 7 – Tom de CC c/ algum zumbido
 2 – Apenas inteligível . Compreende-se uma ou outra palavra.
 6 - Bom
 6 – Tom modulado, silibante
 1 - Ilegível
 5 - Aceitável
 5 – Tom de modulação musical
 
 4 - Regular
 4 – Tom com ronco suave moderadamente musical
 
 3 - Fraco
 3 – Tom com ronco e ligeiramente musical
 
 2 - Muito fraco
 2 – Tom com ronco e sem musicalidade
 
 1 - Apenas perceptível
 1 – Tom com muito ronco
 
 
Não há muito que comentar sobre as colunas R e S. Apenas uma observação sobre a coluna S: Repare a correspondência com seu S meter. Isto mesmo, a escala do seu S meter foi baseada no sistema RST.
 
Sobre a coluna T, a tonalidade refere-se ao tom do CW. As palavras ronco e zumbido foram empregas pois, naquela época, o processo de retificação de corrente alternada para corrente continua não era tão simples como nos dias de hoje. Uma fonte de voltagem com Corrente Continua pura, normalmente só era conseguida através de baterias. Portanto alguns transmissores não conseguiam notas cristalinas de tonalidade. Sempre eram acompanhadas de algum ronco ou zumbido. Porém, ainda assim eram eficientes. Atualmente, é muito raro algum transmissor receber T7.
 
Utilizando o Sistema RST
O sistema RST deve ser utilizado da seguinte forma:
Em CW, transmite-se a sigla RST seguida de três números correspondentes a cada característica do sinal recebido.
Por exemplo, RST 579 significa: “seus sinais são copiados perfeitamente, os sinais são moderadamente fortes com nota de CC pura”. 
 
Em Fonia, use apenas o RS. Enviar 51 significa que Você escuta perfeitamente a estação, porém com um sinal apenas perceptível. Isto pode parecer falta de coerência, principalmente em HF. Nestas faixas, principalmente em bandas baixas, um QSO para ser considerado válido dever ter um RS mínimo de 33. Porém em VHF, sinais extremante fracos, que estão muito longe de receberem alguma indicação do S meter, são perfeitamente legíveis. 
 
Em um DX em VHF, normalmente com muito QSB, tenha o costume de informar sempre o máximo sinal. Você não estará sendo desonesto passando um 51, se em algum momento escutou a estação com este sinal.
Simplifique. Para sinais fracos, use 51 ou 519. Para sinais moderados use 55 ou 559. E para sinais fortes, 59 ou 599. Isto reduz a possibilidade de erros, principalmente em concursos.